Convite

 

RESUMO: No passado, o homem tinha uma visão privilegiada do céu. Sem iluminação artificial, a noite apresentava um show de luzes vindas das estrelas e, assim, o homem podia observar melhor todo esse espetáculo. Além disso, o horizonte visível servia de marco para registro dos fenômenos observáveis. E o homem rapidamente pode perceber que o céu não era constante e imutável, sofria transformações. O cérebro humano é capaz de perceber padrões, sequências e quebras. O homem pré-histórico e da Antiguidade pôde perceber as diferenças visíveis no céu: dias e noites; as fases da lua; o nascer e o ocaso do sol, da lua e das estrelas e suas movimentações pela abóbada celeste; os eclipses solares e lunares; e o advento de um cometa. Enquanto alguns desses fenômenos seguiam sequências perceptíveis que possibilitavam serem aguardadas, outras eram imprevisíveis e manifestavam nas representações desses povos maus-presságios, calamidades ou transformações. Conforme o homem passou a controlar a natureza com a produção de bens materiais para a sua sobrevivência, como a criação de instrumentos de caça, também criou instrumentos de controle para o advento dos fenômenos astronômicos. Ao olhar o céu noturno e observar as estrelas, eles criam relações entre as estrelas próximas, formando imagens no céu: um touro; um ser híbrido, mistura de homem e cavalo - um centauro -; um homem; uma cruz. As constelações são resultado da observação, da imaginação e das histórias contadas sob a luz de uma fogueira que ganham significado para esses grupos humanos. Mas, além de serem representações culturais das comunidades antigas, as constelações e todos os astros são marcações celestiais que permitem ao homem compreender o seu mundo e as mudanças que ele sofre. Entender quando acaba e inicia cada transformação para se preparar para o futuro. A produção da vida material relacionada à criação da vida cultural. Durante o paleolítico, portanto, prever as estações a partir da observação dos astros significava antecipar e preparar os momentos de mudanças de habitat. Com o desenvolvimento das Civilizações, observa-se que o mundo real é reflexo da organização cosmogônica. Política, economia, sociedade, cultura e religião não constituíam aspectos dissociados da vida das Civilizações Antigas.

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